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CAPÍTULO
III
IDEÁRIO DO COLÉGIO DIOCESANO
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1.
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São três os princípios
que norteiam a doutrina do nosso Ideário
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São três os
princípios que norteiam a doutrina do nosso Ideário:
1. Toda a
pessoa sem qualquer discriminação - social, racial, filosófica ou económica -
tem direito a receber a educação mais apropriada ao desenvolvimento de toda a
sua personalidade.
2. São os pais
que têm o direito de opção na escolha dos educadores e das instituições para
a educação dos seus filhos, durante o período em que estes ainda não tenham
atingido a maturidade de eleição e autonomia.
3. Todos os
cristãos, porque regenerados pela água e pelo Espírito e constituídos novas
criaturas e filhos de Deus, têm direito à educação cristã. Esta propõe-se não
só o desenvolvimento global da pessoa humana mas também, e principalmente,
uma vivência cada dia mais profunda do dom recebido, da fé.
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Três princípios
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O Colégio Diocesano
programa a sua acção em ordem a despertar e promover o desenvolvimento integral da
pessoa humana.
Como Escola
reconhecida oficialmente, presta um serviço à Família, à Sociedade e à
Igreja, partindo dos objectivos legalmente estabelecidos, e cumprindo as leis
que sejam o garante da incorporação dos jovens na Sociedade e na Igreja,
servindo-as e transformando-as.
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3.
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Queremos ser cristãos e servir a Igreja
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O Colégio
Diocesano, além disso, reconhece-se e declara-se como Escola Católica,
compreendendo a sua missão, dentro das necessidades, orientações e desafios
pastorais da Igreja Universal, que está presente e viva na Igreja Local desta
Diocese do Porto.
Por isso,
fundamenta o seu Projecto Educativo numa concepção cristã do homem e do
mundo; cria um ambiente relacional e exterior que facilite a acção
evangelizadora; promove o ensino religioso; estimula o respeito e a promoção
dos valores humanos, a educação para a liberdade, a abertura ao mundo, o amor
para com os outros e o acesso à vida adulta na fé.
O Colégio
Diocesano está aberto a todos aqueles que se comprometam, em espírito e em
verdade, com este Ideário.
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Educação
Integral
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Cidadãos e
cristãos
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O tipo de educação, promovido por
qualquer escola, está sempre condicionado pela ideia de homem que se pretenda
conseguir através do processo educativo. Uma educação global implica o
desenvolvimento harmonioso e global da pessoa, na
riqueza de todas as suas dimensões: pessoal, social, ética, estética,
espiritual e profissional.
A actual crise de verdade sobre o
Homem que leva a uma visão reduzida da pessoa conduz ao relativismo ético e
jurídico, ao vazio interior, à perda de significado da existência.
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4.
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Uma formação global, fiel a uma Tradição Humanista e
Cristã
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A Escola Católica oferece uma
resposta para superar esta situação através da educação pautada pela
fidelidade criativa à tradição humanista e cristã, que garante o primado
dos valores éticos e espirituais. Esforça-se e
consegue proporcionar uma formação global.
Dentro da
dimensão pessoal, o Colégio Diocesano pretende formar cada um dos seus alunos
para:
·
a
vida como vocação e missão;
·
a
liberdade responsável e o sentido do bem;
·
a
maturidade em ordem a tomar decisões pessoais;
·
o
respeito pela palavra dada;
·
a
persistência e a tenacidade perante os problemas da vida;
·
a
abertura ao futuro;
·
o
sentido do trabalho e do esforço;
·
a
flexibilidade na mudança de atitudes e a adaptação a situações novas;
·
a
sensibilidade perante os grandes problemas locais, regionais, nacionais e
internacionais;
·
a
originalidade pessoal apoiada numa atitude crítica e criativa;
·
a
realização vocacional e profissional;
As
características da dimensão social ou comunitária em que o Colégio Diocesano
está empenhado, são:
1. Solidariedade
com o mundo em que estão inseridos, respeitando e procurando o bem comum:
2. Responsabilidade
participativa e aceitação da autoridade legítima;
3. Respeito
pelas ideias e pela consciência dos outros;
4. Procura da
justiça e da compreensão nas relações de trabalho;
5. Compromisso
na construção da fraternidade humana.
O Colégio Diocesano
considera que, na formação integral, não se pode prescindir da
dimensão transcendente da pessoa. Isto porque a pessoa e a sociedade não
encontram o seu fim último em si mesmas, mas sim na sua abertura constante
para Deus.
Para se
atingir a educação global proposta neste Ideário, o Colégio Diocesano:
·
empenha-se numa formação científica, actualizada e exigente, a
par do desenvolvimento do sentido crítico;
·
Cuida da formação cultural, tendo em vista todos os aspectos da
actividade humana;
·
Dá a conhecer os valores da arte ao longo da história e
incentivam a aquisição de algumas formas de expressão artísticas;
·
Valoriza
a educação física como domínio do próprio corpo e como suporte de comunicação
e relação. A prática do desporto educa no esforço para atingir as metas, na
competitividade cordial e no saber encarar as vitórias e as derrotas;
·
Estimula
a educação ético - política, em ordem à formação de uma consciência livre e
responsável.
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5.
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Casa e Escola de Comunhão
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Homens em
todas as dimensões
Fiéis a uma
Tradição Humanista e Cristã
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O Colégio Diocesano
constitui uma comunidade educativa, formada por alunos, professores, pessoal
auxiliar, pais e Direcção que participam activamente na realização do
Projecto Educativo da Escola, tendo em vista as linhas orientadoras deste
Ideário. Cada membro da comunidade educativa participará nas decisões
da Escola, no âmbito das suas responsabilidades.
Dado, porém,
que o Colégio é propriedade da Diocese, representada pela Direcção, é a
entidade responsável perante a Igreja e o Estado, a ela competirá a última
decisão. Na organização do Colégio, as formas de participação de cada
um são as seguintes:
- os
educadores, através dos respectivos conselhos;
- alunos,
conforme o seu próprio estatuto;
- os
pais, através da Associação de Pais.
No Colégio
deve promover-se as boas relações humanas entre todos aqueles que integram a
comunidade educativa.
Os antigos
alunos e as suas famílias continuam a fazer parte da Comunidade Colegial. O
Colégio manterá com eles contacto ininterrupto, a fim de os ajudar na sua
formação permanente.
As
remunerações devem ajustar-se à dignidade da pessoa humana e ao trabalho
realizado.
A fim de se
alcançar uma efectiva igualdade de oportunidades, devem adoptar-se os meios
eficazes para que os alunos tenham acesso ao ensino em circunstâncias
iguais.
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A Comunidade
Educativa
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Quanto às
relações interpessoais, o Colégio Diocesano propõe-se:
- Recomendar
e exigir o respeito pelos colegas e por toda a pessoa;
- Despertar
a capacidade de relação interpessoal;
- Educar
numa atitude de serviço ao grupo e a cada colega;
- Promover
o trabalho em grupo;
- Fomentar
a solidariedade com a própria Comunidade Educativa;
- Despertar
o sentido de justiça e de amor à paz em todos os campos da convivência
humana;
- Criar
uma atitude autêntico amor e espírito de serviço à nação, inserindo-se
nela e na sua cultura, sem excluir o nosso contributo para a construção
da comunidade internacional;
- Educar
para a convivência e para o diálogo, entendido como procura, em comum,
da verdade e como iniciação activa na vida social.
Os
acontecimentos humanos serão ministrados dentro de uma visão cristã do homem
e do mundo. Para tal, o Colégio Diocesano:
- Anuncia explícita e
progressivamente a mensagem evangélica;
- Ajuda a Comunidade Educativa a
sentir-se firme na fé e a ser consequente com ela;
- Cultiva
a fé dos que já acreditam, e condu-los para um compromisso apostólico;
- Os
alunos católicos são ajudados a inserirem-se na comunidade paroquial e
diocesana. Encontrarão a forma de aderir a associações e movimentos
eclesiais juvenis e de colaborar em iniciativas locais;
- Os
próprios professores testemunharão a sua fé não apenas no contexto da
comunidade educativa do Colégio como no âmbito da vida eclesial da
comunidade paroquial em que se inserem.
- Cria espaços de oração em comum
e de celebração dos sacramentos, com uma experiência profunda da
Comunidade Eclesial e como meio de conseguir uma assimilação pessoal e
crescente da fé.
- Está atento à promoção de vocações
de especial consagração na vida da Igreja, através do discernimento
atento e do apoio que for necessário, àqueles que o pedirem e urgirem.
O Colégio,
atendendo à necessidade de actualização permanente do sistema educativo,
propõe-se realizar novas experiências pedagógicas com base nas carências científico-tecnológicas
do país. Considerando a realização profissional como parte integrante do
processo educativo, os Colégio promoverá também cursos com planos próprios
marcadamente profissionalizantes.
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A qualidade
da relação pedagógica
Vocação e
Missão na Igreja Diocesana
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1.
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O Colégio de São Gonçalo é uma Comunidade Educativa
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A dimensão
comunitária da Escola Católica não é uma mera categoria sociológica ou
uma
moda
pedagógica; tem um fundamento teológico: a todos educa com a mesma atenção e
perseverança,
sob a orientação do mesmo Mestre, que procura a qualidade e a educação em
cada acto
que a ninguém rejeita e a todos oferece o caminho da fé cristã.
O
Colégio de São Gonçalo pretende ser uma comunidade autêntica e
verídica, quer em
razão
da natureza comunitária da pessoa humana, quer pela dimensão relacional da
educação,
quer pela expressão comunitária da própria fé.
A
relação comunitária é fundamental na fé cristã, que é uma proposta de vida
fraterna na
caridade,
aberta a todos e no serviço ao próximo.
Esta
nota comunitária implica uma pedagogia de proximidade, dedicação e
corresponsabilidade
de todos no bom ambiente da Escola. A qualidade de relação torna-se
um
estímulo para um melhor rendimento em resultados positivos. para que a Escola
Católica
seja fiel à sua identidade:
A
competência de quem trabalha no ensino é ser uma mulher ou um homem de
relação. A
qualidade
das relações entre os professores, entre o director e os professores, entre
os
professores
e o director com os alunos, com os pais, esta qualidade determina a imagem de
Deus
que apresentamos aos alunos e que se manifesta na convivialidade quotidiana.
O
espírito
cristão e o clima próprio de uma Escola Católica não caem do céu; é preciso
trabalhar
sobre eles continuamente.
A acção
educativa requer a colaboração coordenada de diversas pessoas. Portanto
ninguém
a pode
realizar eficazmente, isolando-se dos outros e renunciando ao enriquecimento
que
advém do
trabalho realizado em grupo.
A nossa
concepção de educação cristã exige que o Colégio de São Gonçalo funcione como
uma
autêntica Comunidade Educativa, isto é, que o conjunto de elementos
que dela
fazemos
parte nos integremos harmoniosamente e ponhamos em comum ilusões, objectivos
e
realizações com base no projecto educativo.
Esta
integração harmoniosa manifesta-se através de uma participação efectiva, e
duma
acção educativa
coerente.
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A
riqueza do trabalho em grupo
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A responsabilidade que assumimos ao
fazermos parte da Comunidade Educativa obriga-nos a:
·
pôr
em comum tudo
o que sabemos e podemos realizar na acção educativa, e disponibilizar, com
espírito de serviço, a nossa competência e as nossas mestrias;
·
reconhecer
diferenças
de idade, experiência, preparação e capacidade, respeitar estas diferenças e
entregarmo-nos, sem reservas, ao trabalho;
·
esforçarmo-nos
por construirmos uma comunidade viva na qual todos busquem o bem dos outros,
porque no Colégio tudo é comum e tudo interessa a todos;
·
colocarmo-nos
na posição de aprendizagem e de crescimento, aceitando que cada um
pode aprender com os outros, que todos podem dar e que todos podem receber.
|
O
que implica fazer-se parte de uma Comunidade Educativa
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A construção de uma autêntica
Comunidade Educativa é um objectivo que nunca atingiremos totalmente,
mas é o ideal que buscamos e o compromisso que assumimos.
Na medida em que a nossa
Comunidade Educativa for realmente cristã, os crentes sentir-se-ão
acompanhados no testemunho e na vivência da sua fé, e poderão até aprender a
viver como membros da grande comunidade que é a Igreja.
|
Um ideal e um
compromisso
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2.
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A Instituição Titular garante o serviço educativo da
escola
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A Diocese
do Porto, como Instituição Titular, é responsável pela definição e pela
continuidade dos princípios que inspiram o tipo de educação a ministrar,
assim como pelos critérios de actuação que garantem a fidelidade da acção educativa
a estes princípios.
O conjunto
destes princípios e critérios de actuação constitui a identidade própria
do Colégio, que inspira e dá coerência ao Projecto Educativo e ao Regulamento
Interno do mesmo.
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A
identidade própria do centro
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3.
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O aluno é o
centro da Comunidade Educativa
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Na acção
educativa partimos deste princípio básico: o aluno é o sujeito da própria
formação. Portanto, tudo o que realizarmos na escola terá um objectivo
bem definido: facultar ao aluno ocasiões para crescer e amadurecer em todos
os aspectos da sua personalidade.
O aluno
precisa de ajuda e acompanhamento no seu processo formativo, mas
ele é o principal agente desse processo, o principal protagonista do seu
próprio crescimento.
Este
princípio determina o papel que corresponde ao aluno na dinâmica
participativa do nosso Colégio. Em cada uma destas etapas, ele deve intervir
activamente de acordo com as exigências próprias da idade, e assumir responsabilidades
na proporção das suas capacidades.
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Um
princípio básico
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As
possibilidades de participação dos alunos na vida do Colégio são muitas e
variadas:
·
Expressão
de interesses e inquietações através da relação educativa com
maior responsabilidade: directores e professores;
·
intercâmbio
de pontos de vista
com os educadores, não só sobre o andamento do próprio grupo-classe, ano ou
turma, mas também sobre os problemas da sociedade;
·
assunção
de responsabilidades na dinâmica própria da aula: aspectos materiais
e pessoais, processos de aprendizagem, aspectos didácticos, etc;
·
organização
de grupos
com o objectivo de canalizar opiniões, promover actividades, propor
consensos, tomar decisões, assumir compromissos, avaliar realizações, etc.;
·
participação
directa em órgãos colegiais de modo a representar interesses,
propor iniciativas, contrapor pareceres, colaborar na tomada de decisões,
comparticipar nas responsabilidades, etc.
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A
participação dos alunos na escola
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Os alunos devem ser iniciados na
participação de modo a aprenderem a participar e a conseguirem a maturidade
e a responsabilidade necessárias para enfrentarem, com espírito
solidário, as situações e dificuldades de cada dia.
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Uma
participação formativa
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4.
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Os professores são os principais educadores dos alunos no Colégio
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O trabalho
dos professores tem lugar no seio da Comunidade Educativa e eles constituem um
pilar fundamental desta Comunidade.
A estrutura
escolar põe os professores em contacto com um número especialmente grande e
rico de pessoas: alunos, colegas de trabalho, pais de alunos, pessoal administrativo
e auxiliar e instituição titular. Esta realidade fá-los assumir uma
responsabilidade especial na construção e consolidação da Comunidade
Educativa.
|
Um
pilar fundamental da Comunidade Educativa
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|
Os professores do nosso
Colégio
·
São preferencialmente escolhidos em função das suas habilitações
e competências, bem como do seu grau de adesão e de participação na vida da
comunidade eclesial.
·
São educadores, isto é, a sua acção educativa não se
esgota na transmissão sistemática de uma série de conhecimentos; Saberão nas
diversas disciplinas curriculares apresentar sempre: um saber a adquirir,
valores a assimilar; virtudes a descobrir, de acordo com a visão cristã do
Homem, do Mundo e da História.
·
estabelecem uma relação franca e de colaboração com os colegas,
com os quais criam vínculos de solidariedade e comunicação que facilitam
o trabalho em grupo e a coerência e a continuidade da acção que entre todos
realizam;
·
desempenham um papel decisivo na vida da escola, porque
estão directamente implicados e colaboram activamente na preparação,
realização e avaliação do Projecto Educativo, com o qual se identificarão
não apenas por um assentimento intelectual e teórico, mas por um
consentimento vital assumido pessoal e publicamente;
·
corresponsabilizam-se
pela acção educativa global e intervêm activamente nas estruturas de
orientação educativa do Colégio;
·
dão
à sua tarefa educativa o sentido e a coerência que exige o Projecto
Educativo do Colégio e o tipo de educação que este oferece, de acordo com
a Instituição Titular e os pais dos alunos.
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A
acção formativa dos professores
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O Colégio de
São Gonçalo dá prioridade à formação permanente e obrigatória dos
professores, no âmbito da sua formação pedagógica e cristã, como a pessoas e
a cristãos, e não apenas como a profissionais da educação, e esforça-se
activamente para que todos atinjam o nível económico que merecem, juntamente
com a devida estabilidade e segurança no trabalho.
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Uma
prioridade: a formação permanente
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5.
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O pessoal administrativo
e de serviços
presta uma valiosa colaboração
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A estrutura
e o funcionamento do Colégio de São Gonçalo implica certas actividades, que
só podem ser realizadas, com eficácia, por aqueles que não estão directamente
relacionados com a acção educativa. Estas pessoas desempenham funções
diferentes, mas todas necessárias: a gestão económica, a secretaria, a
assessoria psicopedagógica, a conservação dos edifícios, os equipamentos e
meios didácticos, etc.
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Funções
diferentes,
mas necessárias
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Este pessoal
administrativo e de serviços constitui, pois, uma parte importante da
Comunidade Educativa: ocupando lugares e assumindo responsabilidades
aparentemente secundárias, presta uma valiosa colaboração à
Instituição Titular, à Direcção, aos professores, aos alunos e às famílias.
De facto,
este pilar está formado por pessoas que, segundo a missão que lhes é
confiada,
·
colaboram,
de maneira solidária, na marcha do Colégio e comprometem-se com a acção
educativa que aí se realiza;
·
complementam
o trabalho educativo dos professores como psicólogos, reeducadores,
monitores, etc.;
·
assumem
as funções correspondentes à gestão económica e velam
pela correcta administração dos bens próprios da escola;
·
realizam
os trabalhos de secretaria e colaboram com a Direcção, os coordenadores e
professores no exercício das respectivas responsabilidades;
·
contribuem
para manter o Colégio em condições para que todos os membros da
Comunidade Educativa se possam sentir bem e levar a bom termo as tarefas que
lhes são confiadas;
·
participam
na gestão do Colégio através do Conselho de Escola e, portanto,
corresponsabilizam-se pela acção educativa global da escola.
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Um
pilar da Comunidade Educativa
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Com todos os
outros elementos da Comunidade Educativa, o pessoal administrativo e de
serviços pode participar em tudo o que a Escola é e em tudo o que a Escola
oferece, já que tudo é possível porque todos aportam iniciativas, ilusões e
trabalhos segundo as suas respectivas competências e responsabilidades.
O Colégio
compromete-se a formar cristãmente todos os seus empregados de modo a
sintonizarem a sua presença e actividade com o espírito do projecto
educativo.
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A
escola é obra de todos
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6.
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Os pais participam
activamente
na vida do Colégio
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Os pais são
os principais responsáveis pela educação dos seus filhos, e muitos desejam
que a educação iniciada na família tenha continuidade na escola. Por isso optaram
pelo nosso Colégio, por acharem que ele dá continuidade à sua acção
educativa.
Os pais
cristãos que confiaram os seus filhos ao nosso Colégio, optando pela sua
identidade, têm uma responsabilidade peculiar. O Colégio necessita, de uma
maneira muito especial, da sua ajuda e colaboração, e devem velar para
que se mantenha e actualize constantemente o tipo de educação que a escola se
comprometeu a oferecer à sociedade.
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A
continuidade da acção educativa
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As famílias,
que, porventura, não tenham podido fazer uso da sua liberdade ou que tenham
recorrido ao nosso Colégio por razões alheias ao seu Projecto Educativo,
saibam que, pelo facto deste Colégio ser cristão, ele tem de respeitar o
pluralismo e de acolher todos os alunos sem distinção.
Os alunos e
seus pais devem conhecer, de forma suficiente, o tipo de educação que o
Colégio diocesano ministra para poderem colaborar eficazmente na sua
realização.
Se algum não aceitar este tipo de educação, há-de prestar-lhe, pelo menos, o
devido respeito, porque esta foi a opção positiva por parte de muitas
famílias.
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Acolhimento
e respeito mútuo
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A Associação
de Pais é o canal normal de participação dos pais dos alunos no nosso
Colégio, e como tal
·
adequa
os meios necessários para poder garantir em cada momento uma eficaz
colaboração na vida da escola;
·
promove
e organiza actividades educativas complementares e extra-escolares com
a intenção de ajudar a formação integral dos alunos;
·
recolhe,
representa e defende os interesses do conjunto das famílias que
constituem a Comunidade Educativa;
·
canaliza
a sua participação co-responsável para os diversos órgãos colegiais da
escola.
·
Poderá
propor a constituição de uma Escola de Pais;
|
A
Associação de Pais
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7.
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A relação entre a
família e o Colégio enriquece a Comunidade Educativa
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A concepção
do Colégio de São Gonçalo como sendo um complemento da família faz com que se
estabeleça uma relação fecunda entre o Colégio e a família através do
intercâmbio e da cooperação entre os pais e os educadores com o objectivo de
se conseguir uma acção educativa coerente.
|
O
objectivo da relação família- -escola
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No nosso Colégio, queremos
desenvolver esta relação, para que
·
os
filhos-alunos
possam receber uma proposta educativa coerente e que garanta a continuidade
da acção formativa iniciada no lar;
·
os
educadores tenham
ocasião de completar o conhecimento que têm dos alunos e possam reforçar,
assim, as suas possibilidades de ajuda e orientação;
·
os
pais recebam
a informação necessária sobre o progresso ou dificuldades dos seus filhos no
desempenho escolar e estejam em condições de dar aos educadores o suporte que
necessitam na sua acção formativa;
·
a
acção educativa escolar seja uma ajuda e um estímulo no trabalho
formativo que os pais realizam com os filhos.
|
Possibilidades
do diálogo pais-
-educadores
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Esta cooperação mútua deverá
fundamentar-se numa relação constante entre pais, tutores, professores e
direcção do Colégio. Esta relação dá fecundidade e coerência à acção
educativa e contribui para se atingir um bom nível de qualidade na formação
integral dos alunos.
|
Uma
relação constante
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8.
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Orientamos os alunos no
seu trabalho educativo
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Toda a
educação é um processo de estímulo e de ajuda no crescimento do aluno,
que deverá descobrir as suas aptidões e limitações e deverá aprender
gradualmente a autogovernar-se e a desenvolver as suas capacidades. Este
estímulo e esta ajuda terão de ser personalizados, isto é, acomodados às
necessidades de cada aluno, tendo em conta o meio do qual ele faz parte.
A
personalização implica igualmente a humanização da vida de relação, já
que o aluno não é um ser isolado, mas, sim, um ser aberto aos outros e criado
para participar na vida comunitária.
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Uma
resposta às necessidades de cada aluno
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O Colégio de São Gonçalo pretende
orientar o aluno no seu trabalho formativo de acordo com estes princípios.
Portanto, na medida das suas possibilidades,
·
partilha
da situação real de cada aluno e do conhecimento do seu meio familiar
e social;
·
descobre
as necessidades específicas de cada aluno e as suas possibilidades de
crescimento e maturação, através do oportuno diagnóstico educativo;
·
elabora
um programa de orientação que o ajudará a superar as dificuldades e a
despoletar todas as suas capacidades;
·
desenvolve
o interesse pelo trabalho individual e motiva o esforço constante que
ajuda o aluno a avançar no seu processo de aprendizagem;
·
fomenta
a dimensão social do processo educativo, e apoia o trabalho em grupo
e, através dele, a cooperação e a solidariedade;
·
ajuda
os alunos na compreensão e aceitação da sexualidade, e no
reconhecimento da importância desta na formação da própria personalidade;
·
põe
ao seu dispor os serviços psicopedagógicos necessários para a sua orientação
vocacional e profissional.
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Aspectos
básicos da personalização
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A
personalização do ensino e da educação exige dos tutores e professores uma
boa preparação prévia, e a adopção de atitudes e métodos pedagógicos que estimulem
e orientem o trabalho dos alunos e os ajudem a avaliar os
resultados. Para a realização deste objectivo, é necessário que o número de
alunos permita uma atenção individualizada e que os professores e tutores
disponham dos meios necessários e da dedicação suficiente.
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Educadores:
preparação e atitudes adequadas
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9.
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Promovemos a descoberta de valores e a formação de atitudes
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No Colégio
de São Gonçalo levamos muito a sério a educação para os valores, e
propomo-nos orientar os alunos na sua realização pessoal, de maneira que
possam aprofundar o sentido da sua identidade, como pessoas e como membros de
uma comunidade.
Procuramos,
também, com a nossa acção educativa, pôr em relevo a formação de atitudes,
como sendo um aspecto básico da formação integral.
Para isso,
partimos do facto da educação para os valores se realizar fundamentalmente
através da vivência de atitudes, uma vez que ela tem de reflectir
coerência entre o que se deve fazer e o que se faz, se queremos criar um
clima propício para a educação.
|
Aprofundar
o sentido
da identidade
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Queremos, pois, que os alunos não só
aprendam a pensar e a fazer, mas também que aprendam a ser e
a partilhar. E, dado que isto decorre do facto dos comportamentos,
valores e atitudes não se poderem impor, mas de terem de ser descobertos e
assumidos por cada pessoa, grupo, comunidade e povo,
·
propomos
aos alunos situações concretas que os ajudem a preparar-se para saberem tomar
opções com liberdade e responsabilidade;
·
motivamo-los
para a aquisição e maturação de critérios de valor adequadamente
estruturados que pautem a sua conduta;
·
damos
importância à descoberta e assunção dos valores que os ligam a um
grupo humano que os leve a partilhar a sua autenticidade com o resto dos
homens;
·
pretendemos
que todo o desempenho docente e educativo do Colégio, a programação, a
metodologia, as relações interpessoais e a própria organização do Colégio se
inspirem numa proposta coerente de valores e expressem uma profunda
vivência de atitudes através da sua dinâmica e funcionamento.
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Aprender
a ser e a partilhar
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Desta maneira, entre todos, procuramos
criar um clima que, por ele mesmo, seja educativo, pois exprime convicções e
aponta para o compromisso.
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Procurar
um clima educativo
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10.
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Adoptamos uma metodologia didáctica aberta e flexível
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A educação
humanista que nos propomos oferecer aos nossos alunos implica uma metodologia
didáctica consequente com os objectivos que pretendemos na formação do
homem.
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Como
realizar o Projecto Educativo
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De facto, a
metodologia usada na acção educativa Colégio tem uma incidência muito
significativa no desenvolvimento da personalidade, na auto-realização e na
autonomia do ser e do aprender, assim como no sentido de cooperação e
solidariedade.
Por isso, o
Projecto Educativo do Colégio exige a concretização de uma metodologia
aberta e flexível que seja capaz de integrar em cada momento os avanços
pedagógicos para se manter em constante actualização.
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Na definição e realização desta
metodologia procuramos ter em conta os seguintes aspectos:
·
adaptação
às
possibilidades reais do Colégio e às necessidades dos alunos, respeitando
sempre todas as disposições legais vigentes;
·
ensino
personalizado como
resposta às necessidades de crescimento e maturação de cada aluno;
·
implemento
da actividade dos alunos, individualmente e em grupo, com a intenção
de apoiar a máxima autorrealização;
·
estudo
dos resultados da investigação educativa e análise das possibilidades
da sua aplicação à nossa realidade;
·
realização
de experiências de inovação pedagógica em colaboração com outras
escolas de características semelhantes;
·
avaliação
constante das
inovações didácticas e de organização para aferir o grau da sua incidência no
melhoramento da qualidade do ensino e da educação.
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Alguns
aspectos práticos
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Por tudo isto, levamos à prática e
aprofundamos, continuamente, o impacto de alguns destes aspectos e a
incidência que eles têm na acção educativa da nossa escola.
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Um
aprofundamento necessário
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11.
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Damos atenção ao âmbito cognoscitivo e fomentamos o desenvolvimento intelectual
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Grande parte
do trabalho que realizamos no Colégio de São Gonçalo está orientado para o enriquecimento
do âmbito cognoscitivo do aluno, tendo em conta o aperfeiçoamento total
da sua personalidade.
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Inquietação
pela busca da verdade
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Ao
suscitarmos nos alunos a inquietação pela busca da verdade, estamos a
abrir-lhes o acesso ao saber e a desenvolver-lhes o grau de interpretação e
valorização da realidade, a sua inserção crítica no contexto sócio-cultural,
e o seu ingresso no mundo do trabalho.
Com este
critério, damos a devida importância ao trabalho intelectual para que cada
aluno possa desenvolver ao máximo as suas capacidades.
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Para atingir este objectivo,
·
procuramos
que as propostas de aprendizagem correspondam aos interesses dos
alunos e estejam em conexão com as suas experiências pessoais;
·
pretendemos
dar resposta às questões e problemas que se apresentam, permitindo o
enriquecimento progressivo e evolutivo das suas estruturas intelectuais;
·
desenvolvemos
o seu espírito crítico para que saibam defender, conscientes e
responsáveis, as suas ideias;
·
entendemos
que a acumulação de dados sem sentido, a visão estática dos conhecimentos e a
parcelamento do saber, dificultam mais do que facilitam o processo do
desenvolvimento intelectual;
·
fomentamos
a aprendizagem de técnicas de estudo e o desenvolvimento daquelas
capacidades que preparam os alunos para o acesso ao saber ao longo de toda a
sua vida.
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Critérios
de actuação
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A programação e realização da acção
docente dos professores, e o trabalho de aprendizagem dos alunos ocupam um
lugar cimeiro na acção educativa global, dado que o Colégio de São Gonçalo
pretende educar, sobretudo, através da aquisição e assimilação crítica da
cultura.
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Um
aspecto decisivo da educação
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12.
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Apoiamos a educação através do movimento
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O aluno é um sujeito activo, e o
seu corpo dispõe de múltiplas possibilidades de movimento e de expressão
que têm de ser adequadamente testadas no seu processo de crescimento e de
maturidade.
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Um
aspecto básico da formação integral
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No Colégio de São Gonçalo, a
educação através do movimento não é considerada como um facto isolado, mas
antes como um aspecto básico da acção educativa global.
De facto, a formação da dimensão
bio-psicológica da pessoa engloba o desenvolvimento das suas possibilidades
fisicomotoras e psicomotoras. Sem este desenvolvimento, a formação
integral da pessoa não é possível.
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Com a educação através do movimento,
propomo-nos alcançar os seguintes objectivos:
·
desenvolver
a capacidade de expressão e de comunicação, ajudando os alunos
a experimentar emoções e sentimentos;
·
fomentar
a maturidade psicomotora e o desenvolvimento fisicomotor;
·
melhorar
a qualidade da saúde e possibilitar a integração do jovem no meio
natural;
·
desenvolver
a criatividade através do movimento e descobrir o prazer que a
experiência do movimento é capaz de provocar;
·
desenvolver
a relação de cooperação e compreensão para com os outros e realçar os
aspectos enriquecedores da convivência.
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Objectivos
concretos
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O espaço
escolar permite uma ampla listagem de actividades que podem ser programadas e
realizadas com esta finalidade. Entre outras, recordamos o jogo, a
psicomotricidade, a expressão corporal, a ginástica, a dança, a iniciação
desportiva e as actividades ao ar livre.
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Uma
ampla listagem de actividades
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13.
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Colaboramos na actividade dos alunos e promovemos a prática das suas destrezas e habilidades
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O aluno é o principal protagonista
do seu processo de aprendizagem e maturidade. Desde os primeiros anos, tem
capacidades próprias que ele mesmo há-de exercitar sem que alguém o possa
substituir.
Em concreto, a aprendizagem comporta
duas actividades: uma interna por parte de quem aprende, o saber acerca
das coisas, e outra externa, a prática de destrezas, habilidades e
técnicas, que introduzem o aluno na área do saber fazer.
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O
aluno tem de exercitar as suas próprias capacidades
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Por este motivo, adoptamos um método
de trabalho que
·
dá
especial importância ao desenvolvimento da inteligência através do recurso
a técnicas apropriadas de estudo e de trabalho, e promove o adequado
exercício e desenvolvimento da memória;
·
suscita
e estimula a
actividade, a descoberta de capacidades e a prática de destrezas na
área da investigação, da arte e do lazer;
·
desenvolve
a capacidade de expressão e comunicação na linguagem própria dos
alunos;
·
promove
uma aprendizagem baseada no interesse e motivação constante, sem
excluir o esforço pessoal no trabalho individual e em grupo;
·
fomenta
a iniciativa e a espontaneidade dos alunos;
·
ajuda-os
a compreenderem e a aceitarem as regras do jogo do trabalho em comum, isto é,
o respeito, a ordem e a autodisciplina;
·
fomenta
a autonomia
no trabalho e a autoavaliação.
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Um
trabalho coerente com este princípio
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Estes
critérios têm aplicações diversas segundo a idade e a preparação dos alunos: nos
primeiros níveis, a observação, a exploração e a manipulação de objectos
concretos; mais adiante, a investigação, a experimentação e as
relações interdisciplinares; e sempre, o trabalho individual e em
grupo e a autoavaliação de todo o processo e do trabalho realizado com a
orientação dos professores.
Os professores
programam e realizam o próprio trabalho como educadores com vista à motivação
e orientação constante das actividades educativas dos alunos.
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A
acção orientadora dos professores
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14.
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Projectamos a educação para além da aula e do horário lectivo
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A nossa
proposta para a formação integral implica uma concepção de escola que vai
mais além do que permite o horário escolar, e ajuda os alunos a
abrirem-se a um mundo de dimensões cada vez mais amplas.
Esta
concepção de escola inclui critérios educativos que têm a sua aplicação
numa ampla gama de serviços e actividades que, por sua vez, dão resposta
a um conjunto muito variado de interesses e capacidades dos membros da
Comunidade Educativa.
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Uma
exigência de formação integral
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De acordo
com estes critérios, pretendemos que o nosso Colégio se torne num centro
de promoção cultural, social e pastoral para a região, e procuramos
·
estabelecer
um diálogo construtivo com as outras instâncias educativas da sociedade (escola
paralela);
·
desenvolver
todas aquelas actividades escolares e extra-escolares que promovam a
educação nos tempos livres e estimulem interesses e afeições segundo a
idade de cada aluno;
·
promover
a criação de grupos de formação, a organização de jornadas e
actividades culturais, a participação da escola em concursos literários e
artísticos, a colaboração em obras e serviços de promoção social, etc.;
·
preparar
os alunos para o acesso ao mundo do trabalho através da orientação
escolar e profissional e de outras iniciativas: bolsa de trabalho,
reciclagem, relação escola-empresa, etc.;
·
estabelecer uma particular relação com as paróquias da cidade
de Amarante, nomeadamente com a de São Gonçalo, facilitando um intercâmbio de
recursos humanos e pastorais;
·
dar resposta às inquietações sociais, religiosas e pastorais dos
professores, das famílias e dos alunos crentes, através de serviços de
catequese, para aqueles a quem essa forma de educação da fé não é oferecida,
no todo ou em parte, na comunidade paroquial da residência do aluno; e eventualmente
através de catecumenato, como forma típica de iniciação cristã, para
os não baptizados que se propõem viver a fé cristã; são de promover convívios
formativos, a relação com movimentos e associações locais, paroquiais e
diocesanas, etc.;
·
colaborar
nas actividades que sejam promovidas por outras instituições educativas da
zona e que possam complementar a acção formativa escolar.
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Diversidade
de iniciativas
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Para a
realização de todas estas actividades, o Colégio pode contar com a ajuda
especial da Associação de Pais, com a colaboração da equipa de
professores e com a iniciativa e a dedicação dos próprios alunos.
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Um
compromisso de toda a Comunidade Educativa
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15.
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Pomos os avanços
tecnológicos
ao serviço da educação
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Preparamos
os alunos para a vida, ensinando-os a escolherem e a compreenderem as novas
formas de expressão,
que se vão tornando habituais na nossa sociedade, e a fazerem uso da
tecnologia que caracteriza os novos meios de comunicação, como sendo mais um
recurso ao serviço da promoção pessoal e da construção da sociedade.
De acordo
com as possibilidades que o Projecto Educativo do Colégio nos proporciona, vamos
enriquecendo gradualmente a equipa didáctica com a incorporação de novos
meios que possibilitem a aprendizagem e o uso da tecnologia mais
apropriada à educação.
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Uma
resposta ao repto da sociedade
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Seguindo estes critérios,
·
estimulamos
o uso do material didáctico como sendo um complemento e ajuda à acção
docente;
·
ajudamos
os alunos a escolher e a experimentar a informação que os meios de
comunicação põem ao seu dispor através da palavra e da imagem;
·
preparamos
os alunos para compreenderem e usarem correctamente as novas formas de
comunicação;
·
pomos
os avanços tecnológicos ao serviço da acção docente como sendo mais um
serviço ao ensino personalizado e uma ajuda à criatividade e à investigação
educativa;
·
fomentamos
o uso destes meios como sendo canais de expressão e apoiamos a relação
e o intercâmbio de experiências com as outras escolas.
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Acções
concretas
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Para financiar estes meios
pedagógicos, esperamos que o Colégio, considerado como um serviço
público e aberto a todos, receba o adequado suporte financeiro da
Administração Educativa, para que possa oferecer um ensino de qualidade e
colaborar eficazmente com as outras escolas na renovação do sistema
escolar do País.
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Suporte
financeiro da Administração Educativa
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16.
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Temos o nosso processo
de auto-avaliação
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Consideramos a avaliação como um processo
contínuo que nos indica se estamos a avançar na direcção correcta e se o
estamos a fazer ao ritmo previsto.
Um processo de avaliação adaptado à
realidade da nossa escola permite-nos verificar o grau de qualidade da acção
educativa e a adequação da nossa pedagogia aos interesses e necessidades dos
alunos.
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Uma
autoavaliação contínua
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Este
processo é
aplicável aos diversos campos da vida da escola e aos diversos momentos do
processo educativo, e inclui os seguintes aspectos ou fases:
·
a
exploração inicial (avaliação de diagnóstico), que nos
indica a realidade da qual partimos e nos leva a conhecer as necessidades dos
alunos e da escola na área em que se está a processar a revisão;
·
a
realização dos objectivos que nos propomos em cada momento
determinado;
·
a
identificação das diversas alternativas que nos podem ajudar a
alcançar o objectivo desejado;
·
a
selecção dos meios, métodos, estratégias e actividades que nos
podem fazer avançar de maneira mais segura e mais rápida de acordo com as
necessidades;
·
a
verificação experimental do caminho escolhido e das dificuldades que vão
surgindo.
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Fases
do processo de autoavaliação
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Todos os
aspectos e dimensões da escola e do processo educativo são, num momento ou noutro,
objecto de avaliação: o plano de estudos, o trabalho docente, o programa
educativo, a organização escolar, os órgãos participativos, assim como os
diversos âmbitos do crescimento e maturidade dos alunos, isto é, os aspectos
cognitivos, afectivos, sociais, etc.
A aplicação
do processo de avaliação deve ser um estímulo e uma orientação constante, que
nos hão-de conduzir ao melhoramento da acção educativa do nosso Colégio.
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O
conteúdo da avaliação
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