     
|  | Teatro: representação da peça «O Fingidor»
«Ato I - No palco, ao centro, no fundo da cena, uma parede construída com blocos de cartão grafitados com a imagem de Fernando Pessoa; à direita, um amontoado de cartões e sacos grandes de lixo. Soam gargalhadas. Do lado esquerdo do palco e do fundo do auditório, surgem jovens em grande algazarra, alguns trazem carrinhos de rolamentos e simulam que estão a fazer uma corrida. Encontram-se à frente do palco. Estão vestidos de preto, têm penteados volumosos e exibem uma sombra preta nos olhos. Um deles começa a tocar bateria nos objetos que recolhe do amontoado de lixo, atrás do qual se encontra, ocultamente, um sem-abrigo a dormir. Alguns jovens pegam em latas de spray e dirigem-se para o muro para continuar o graffiti. Um deles, numa pose de estátua, num ritmo baixo e pausado, começa a cantar: “O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente.”»
Foi assim o início da peça teatral O Fingidor, que subiu ao palco do auditório do nosso Colégio, nos passados dias 24 e 25 de maio de 2012. O grupo de alunos que nos presenteou com este momento artístico notável trabalhou de forma incansável o texto da autoria do professor António Costa inspirado na vida e obra de Fernando Pessoa, o primeiro ato, e a adaptação da peça “O Fingidor” de Samir Yazbek, o segundo ato. Da fusão dos dois textos, resultou um curioso “drama oblíquo” de celebração da palavra.
Foram necessárias muitas horas de dedicação e trabalho de toda a equipa, sob a orientação atenta do encenador, grande parte reservada aos ensaios, mas também à construção dos cenários, à escolha do guarda-roupa e mobiliário fieis à época, bem como aos belíssimos arranjos musicais do artista convidado o professor Paulo Miranda.
No dia 24 à noite e na manhã do dia 25, o auditório esteve cheio de familiares, amigos, alunos do 12º ano e professores que se deliciaram com o desempenho dos jovens atores em palco, a quem reconheceram grande talento, como ficou demonstrado no caloroso aplauso final.
Depois dos agradecimentos de circunstância a toda a equipa de colaboradores, a noite terminou com um rasgado sorriso desenhado no rosto de todos. Tinha-se vivido um momento único de arte e partilha que deu um singular brilho à escola que somos. Fico evidente que, com muito trabalho e dedicação, podemos tornar o sonho real e ganhar mais alento para sonhar de novo…
«Ato II - Em cena, ao centro, no fundo da cena, uma parede azul, com três portas brancas. Entre as portas, pilhas de livros desalinhados. Descaído para a direita, dois sofás, um na diagonal e outro de frente. À esquerda, um bengaleiro, onde está um telefone. Do lado esquerdo, uma secretária, onde se encontra uma jarra com flores campestres, uma máquina de escrever, um candeeiro, folhas, alguns livros e um telefone. À frente e atrás da secretária, uma cadeira. Na boca de cena, do lado direito está um instrumentista. A iluminação é de modo a isolar cada um dos cenários: à esquerda, a casa de Américo, o crítico literário; à direita, a casa de Fernando Pessoa.»
Na sexta-feira de manhã, os nossos atores voltaram a ser “fingidores” mas, desta vez, para os alunos do 12º ano. Apresentar uma peça de teatro sobre Fernando Pessoa, produzida e representada por elementos da própria escola, foi um dos grandes propósitos desta iniciativa. Cumpriu-se o objetivo com grande sucesso, uma vez que o auditório esteve de novo repleto de alunos e professores que se deixaram encantar e surpreender pelo talento dos atores “da casa”. Todos cresceram um pouco, quando deixaram a grande sala; os que atuaram porque o fizeram com mestria depois de tantas horas de dedicação ao projeto comum; os que assistiram porque pelo exemplo compreenderam que a escola pode ser mais do que o espaço onde apenas se aprende conteúdos. Ficou claro que a escola também deve ser um espaço de partilha e aquisição de valores, um lugar onde se proporciona o desenvolvimento crítico, estético e cultural dos nossos alunos.
A todos deixo os meus sinceros parabéns por terem feito com que… acontecesse TEATRO, no Colégio de S. Gonçalo.
Por Catarina Costa
Publicado em: 13/06/2012 08:03:47 |
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|  | Atividade: Participação dos alunos do Curso Tecnológico de Contabilidade e Gestão na II Edição das Olimpíadas de Contabilidade do ISPGAYA
Pelo segundo ano consecutivo, os alunos do Curso tecnológico de Contabilidade e Gestão participaram nas Olimpíadas de Contabilidade do Instituto Superior Politécnico Gaya. Esta 2ª edição teve lugar no dia 01 de junho, na qual participaram quatro alunos, a frequentar o 11º e 12º anos.
Foi num clima de ansiedade e nervosismo que, depois de serem atenciosamente recebidos por parte da organização e terem sido dadas as boas-vindas, especialmente ao aluno João Gomes, um dos vencedores da 1ª edição, prestaram prova dos seus conhecimentos. Depois, enquanto esperavam o anúncio dos resultados, tiveram um agradável momento de convívio com os outros participantes.
O que abrilhantou este dia foram as classificações: o aluno João Gomes conquistou o honroso 1º lugar, o aluno Rui Azevedo conquistou o 3º lugar e os alunos Carlos Matos e Fernanda Silva conquistaram os 5ºs lugares. Os nossos alunos foram todos chamados ao palco e felicitados.
Os alunos sentem-se orgulhosos e satisfeitos e remetem o seu agradecimento a todos os que lhes proporcionaram esta experiência, nomeadamente, ao Instituto Superior Politécnico Gaya, ao Colégio de São Gonçalo, aos seus professores e seus familiares.
Os professores do grupo de Contabilidade e Gestão congratulam-se com o potencial destes futuros profissionais. Bem hajam!
Grupo de Contabilidade e Gestão
Publicado em: 04/06/2012 07:43:46 |
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|  | Palestra: “Impacto dos Cursos Tecnológicos no Sistema Educativo Português…”
No passado dia 26 de abril de 2012, teve lugar, no auditório do Colégio, uma palestra, cujo tema foi o “Impacto dos Cursos Tecnológicos no Sistema Educativo Português e no mercado de Trabalho Atual”. Este é um tema muito querido para o Colégio, dado que tem perto de mil alunos a frequentar os seus dez cursos tecnológicos. Por outro lado, pode ser debatida a dialética entre sistema educativo e sistema produtivo.
Num primeiro momento, assistiu-se a uma brilhante e muito aplaudida apresentação de um trabalho de projeto desenvolvido por dois alunos finalistas do Curso de Contabilidade e Gestão, o Carlos Micael de Sousa Matos e o João Tiago Meireles Gomes. Num segundo momento, ouviram-se os testemunhos da importância destes cursos por parte de dois ex-alunos.
A Dra. Sílvia Cunha, empresária, falou não só da importância que o curso tecnológico de Contabilidade e Gestão teve na sua via académica e profissional, como também destacou a formação ética e de rigor que levou consigo e que lhe serviram de ferramentas indispensáveis para o dia a dia empresarial.
Depois, seguiu-se a intervenção do Dr. Paulo Reis, contabilista, consultor e homem de negócios que fez uma breve resenha histórica dos cursos tecnológicos em Portugal e da sua importância para a preparação de mão de obra qualificada de nível médio para responder às necessidades do mercado de trabalho.
De seguida, tomou a palavra o Dr. Luís Miguel Ribeiro, presidente da Associação Empresarial de Amarante, antigo aluno do colégio, que, na sua apresentação, mostrou a necessidade de haver uma forte ligação da escola ao mundo empresarial pela intermediação das associações empresariais e do Instituto Empresarial do Tâmega e prometeu a realização de mais iniciativas para promover o empreendedorismo jovem com a sua intervenção.
Por fim, tomou a palavra o Dr. Rui Moreira, presidente da associação comercial do Porto e pessoa bastante conhecida do público pela sua participação em vários órgãos de comunicação nacional. Dirigiu-se aos corajosos jovens que apresentaram o seu projeto sempre com uma palavra de elogio e de incentivo. Falou também da atual crise que o país atravessa e que o tecido empresarial português precisa de perseverança de forma a encontrar as vias para sair da situação em que se encontra.
Penso que esta palestra teve um resultado muitíssimo positivo, não só pela qualidade do trabalho dos nossos alunos e dos oradores, mas porque ficaram realçadas as vantagens dos cursos tecnológicos. De facto, por permitirem um estágio integrado são uma mais-valia de aprendizagem de competências e ao mesmo tempo uma porta de entrada no mercado de trabalho pela porta das entidades de estágio com quem o Colégio tem protocolos. Mais, preparam melhor os alunos que queiram ingressar no Ensino Superior.
Rui Canossa
Publicado em: 30/04/2012 05:42:43 |
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|  | VISITA: exposição “Fernando Pessoa – Plural como o Universo”
Neste sábado, 14 de Abril, um grupo de professores e alunos do Colégio deslocou-se a Lisboa, à Fundação Calouste Gulbenkian, com o propósito de aí poder ver a exposição dedicada a Fernando Pessoa e aos seus heterónimos.
Esta é uma exposição que já esteve patente ao público em S. Paulo e no Rio de Janeiro, no Brasil, por iniciativa da Fundação Roberto Marinho, e que foi visitada por mais de 290 mil pessoas.
O universo de Pessoa chegou agora à Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, com o desafio de encantar os conterrâneos do poeta autor da frase “Minha pátria é a língua portuguesa”.
Esta exposição pretende mostrar toda a multiplicidade da obra do grande poeta, conduzindo o visitante numa viagem sensorial pelo universo de Pessoa, para que leia, veja, sinta e ouça a materialidade das suas palavras. Um dos espaços é reservado à apresentação, em compartimentos delimitados, do ortónimo e dos quatro mais importantes heterónimos: Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Bernardo Soares. Noutra parte, encontra-se uma recolha de textos, cuja tónica é mostrar como puderam conviver, no espírito de Pessoa, os heterónimos, os escritos autointerpretativos e todos os outros projetos que o poeta ia desenvolvendo, num processo dinâmico e simultaneamente solitário. A exposição inclui ainda documentos inéditos, pinturas e alguns objetos nunca antes expostos em Portugal. Será possível visitar esta exposição até ao dia 30 de Abril de 2012.
Assim, este passeio de cariz cultural constitui-se como um dia diferente e bem passado, partilhado por professores e alunos do nosso Colégio que não quiseram perder a oportunidade de ver de perto o espólio literário do maior poeta português do século XX.
E valeu a pena o esforço de levantar cedo. Em Lisboa, para além da visita à exposição, foi possível fazer um passeio por alguns dos espaços mais encantadores do seu centro histórico, Rossio, Chiado, Largo de Camões, Largo do Carmo, Jardim da Estrela, Rua Augusta, Praça do Comércio e a zona de Belém, onde parámos para saborear os seus famosos pastéis. Parte do grupo fez questão de almoçar no restaurante Bacalhoeiro, local biográfico da vida do poeta, onde ele, a caminho do Martinho da Arcada, tomava um copo de palhete (vinho obtido da curtimenta conjunta de uvas tintas e brancas). Foi neste espaço típico que Pessoa foi «apanhado em flagrante delitro», expressão que o poeta usou quando enviou à sua amada Ofélia a célebre foto que fixou para a posteridade esse seu gesto rotineiro. Deslocámo-nos ainda ao Martinho da Arcada para um café. Fernando Pessoa tem aí uma mesa permanentemente reservada, onde podemos encontrar a «sua» chávena e o «seu» açucareiro. O autor de Mensagem adotou o café Martinho da Arcada nos anos 20, depois de ter sido assíduo nas tertúlias da A Brasileira do Chiado, espaço onde se encontra a famosa estátua de bronze da autoria de Lagoa Henriques.
Na viagem de regresso a Amarante, não perdemos a oportunidade de recarregar energias com o suculento leitão da Mealhada.
E assim terminou a nossa dupla viagem. A deslocação até Lisboa foi o esforço necessário para que acontecesse a desejada viagem – olhos e ouvidos - pela vida e obra, ou a obra-vida, de um poeta verdadeiramente universal. Sirvo-me, pois, das palavras do poeta para dizer que “(…) o que vejo a cada momento / É aquilo que nunca antes eu tinha visto, / E eu sei dar por isso muito bem… / Sei ter o pasmo essencial / Que tem uma criança se, ao nascer, / Reparasse que nascera deveras…” (versos do mestre Caeiro).
Professor António Costa
Publicado em: 15/04/2012 05:21:59 |
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|  | EXPOSIÇÃO: “Eça de Queirós – Marcos Biográficos e Literários”
Está patente ao público, de 12 a 18 de Abril, na sala de estudo do Colégio, uma exposição que celebra a vida e a obra de Eça de Queirós. Trata-se de um evento da responsabilidade do grupo disciplinar de Português que faz parte do Plano Anual de Atividades.
GDP
Publicado em: 15/04/2012 05:07:32 |
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